O senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) recebeu, nos primeiros dias da campanha para o segundo turno da eleição presidencial, o apoio formal de quatro legendas: União Brasil, PP, Novo e Republicanos. As adesões foram anunciadas entre 7 e 8 de outubro, logo após a primeira votação, quando o candidato terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%.

A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro consiste em concentrar esforços em temas econômicos, como dívida pública e juros, e focar em estados considerados estratégicos, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Nesse sentido, a equipe do senador pretende mobilizar parlamentares eleitos para ampliar a presença nas regiões-alvo.

Além dos quatro partidos já anunciados, a campanha mantém negociações em curso com o Podemos, que deve se reunir com Flávio na manhã de 8 de outubro para oficializar o apoio, e com o MDB, cujo presidente nacional, deputado Baleia Rossi (SP), ainda avalia a posição da legenda após declarações de neutralidade no primeiro turno. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, já definiu neutralidade, enquanto figuras como o ex‑governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex‑governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) já manifestaram apoio ao senador.

A adesão do Republicanos contou com a participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, embora a decisão do partido não obrigue seus membros a seguir a orientação nacional – por exemplo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), deve permanecer ao lado de Lula. O cenário de alianças evidencia uma mudança significativa em relação ao primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro concorreu sem apoio formal de outras legendas.