Flávio Nantes Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista concedida à TV Globo no sexta-feira (16/10), que pretende reduzir mais de R$ 250 bilhões em despesas da União caso seja eleito presidente. O senador não especificou quais programas ou áreas seriam afetados, limitando‑se a dizer que o ajuste fiscal viria da “tirar o Lula” e do aumento de receitas provenientes dos royalties do petróleo da Margem Equatorial, cuja exploração comercial está prevista para começar em sete anos.

A campanha do PL tem estudado um pacote de medidas focado na contenção das despesas obrigatórias da União, estimando um ajuste inicial de cerca de 2 % do PIB – o equivalente ao valor mencionado pelo candidato. A oposição, representada pelo PT, acusa Flávio Bolsonaro de planejar cortes em programas sociais, saúde e educação, embora o senador tenha negado que os recortes atingiriam aposentadorias e servidores públicos, chamando a acusação de “terrorismo”.

Flávio Bolsonaro confirmou que manteria os reajustes do salário‑mínimo acima da inflação e que não pretende desvincular o reajuste das aposentadorias do percentual aplicado ao salário‑mínimo. Também negou a possibilidade de nomear seu pai, Jair Bolsonaro, para um cargo no governo e de que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, assumiria o Itamaraty.

Durante a entrevista, o senador foi alvo de um “panelaço” organizado pelo deputado André Janones (Rede‑MG), que mobilizou membros do canal de WhatsApp “Tropa do Lula”. O ato foi registrado em vídeos nas redes sociais, mostrando manifestações em várias cidades brasileiras.