O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou nesta quarta‑feira (14/10) que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), vai insistir na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das horas trabalhadas mesmo após o pleito eleitoral. Segundo Cavalcante, a proposta, elaborada pelo senador e coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL), criaria um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que empregador e trabalhador negociem diretamente o valor da hora trabalhada.
Cavalcante explicou que a PEC não prevê salário mínimo nem carga horária mínima, e que poderia autorizar redução salarial mediante acordo entre as partes. O deputado afirmou ainda que a medida não inclui direitos como décimo terceiro salário e férias remuneradas, reforçando a ideia de que “a PEC não é CLT, você tem que mudar o chip”.
Flávio Bolsonaro, que tem se posicionado contra o fim da jornada 6x1, havia dito na terça‑feira (13/10) que votaria a favor da proposta de fim da escala 6x1 para atender à “vontade da maioria do povo”. Contudo, ele não participou das quatro sessões de discussão no Senado sobre o tema. A votação da PEC que encerra a 6x1 está marcada para o mesmo dia (14/10) no Senado, com o PL indicado a apoiar o texto do governo, embora haja divergências dentro da bancada, como a oposição de Hamilton Mourão (Republicanos‑RS).
