Na tarde de 23 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reencontram na TV Globo para o último confronto televisivo antes da eleição presidencial. O autor da coluna, Francisco Leali, alerta que, se o senador repetir a postura adotada no primeiro debate – marcada por respostas evasivas e ataques pessoais – corre o risco de ser percebido como um “playboy da Barra” que tenta se apresentar como candidato à presidência.

Leali relembra que, no primeiro debate transmitido pela Band, Lula chegou preparado com perguntas que buscavam expor fragilidades de seu adversário, enquanto Flávio Bolsonaro parecia contar com orientações de influenciadores digitais da chamada “escola da lacração”. O senador, ao ser questionado sobre a falta de vacinas durante a pandemia, acabou respondendo de forma confusa, o que, segundo o colunista, pode ter afastado eleitores.

O texto destaca ainda que, ao final do primeiro embate, Flávio tentou reformular seu discurso sem sucesso, enquanto Lula manteve a crítica ao governo do pai do senador, acusando-o de tráfico de influência envolvendo a lobista e seu filho Lulinha. Para Leali, o próximo debate será decisivo para que Lula convença o eleitor indeciso e para que Flávio evite reforçar a imagem de um candidato superficial.

A coluna conclui que o desempenho de ambos no debate da Globo, programado para esta sexta‑feira, pode influenciar o resultado da eleição, marcada para 25 de outubro, ao moldar a percepção dos eleitores sobre a seriedade e a capacidade de liderança dos candidatos.