A equipe jurídica do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentou uma notícia‑crime à Justiça Eleitoral, solicitando a abertura de investigação contra o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suposto uso de estrutura pública para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro turno das eleições. O pedido sustenta que Rodrigues teria utilizado a estrutura da PF para anunciar, em entrevista coletiva no domingo (04/10/2026), uma apuração preliminar sobre possível interferência estrangeira nas eleições, o que teria influenciado o eleitorado em benefício de Lula. A defesa de Bolsonaro pede a instauração de procedimento investigatório, o envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral e a obtenção de documentos da AGU, da PF e da PGR, além da gravação integral da entrevista coletiva. A origem do caso remonta a reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada em 30 de setembro de 2026, sobre a possível destinação de US$ 1 milhão pelo governo dos Estados Unidos a um programa de combate ao lawfare e à censura no Brasil. Em 1º de outubro, o advogado‑geral da União encaminhou comunicações à PGR e à PF solicitando a apuração. Três dias depois, Rodrigues anunciou que a PF iniciou um procedimento preliminar, que foi arquivado em 7 de outubro por ausência de justa causa, e a PGR também arquivou o expediente recebido. A campanha de Flávio sustenta que a divulgação da apuração no dia da votação configurou possível uso de repartição pública em benefício de partido político.