Na coluna de opinião publicada pelo Estadão em 10 de outubro de 2026, o colunista Fabiano Lana alerta que, independentemente de quem vença a disputa presidencial – Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou até mesmo um candidato improvável – o Brasil enfrentará a necessidade de um "tesouraço" nas contas públicas. Lana argumenta que nenhum dos candidatos tem sido sincero ao discutir o problema fiscal e a dívida, que já representa 82,9% do PIB, 11 pontos percentuais a mais que no governo anterior.
O autor destaca que, historicamente, presidentes que chegam ao poder sem reconhecer a gravidade das contas acabam recorrendo a cortes profundos, citando o governo de Dilma Rousseff em 2015 como exemplo de um grande tesouraço que culminou em recessão e impeachment. Lana aponta que a campanha de Lula tem proposto aumento de gastos, como a ampliação do Bolsa Família, enquanto Flávio Bolsonaro afirma que não pretende promover a reforma da Previdência nem reduzir pisos da saúde e da educação, mas também não descarta cortes estruturais.
Segundo a coluna, a solução para a crise fiscal não está em medidas pontuais, mas em reformas amplas e impopulares – como a revisão da Previdência, dos pisos constitucionais da saúde e da educação – que exigem maturidade política e social. O texto conclui que qualquer governo que assuma em 2027 terá um encontro inevitável com a necessidade de reduzir o tamanho do Estado, sob pena de colapso econômico e social.
Fonte: Estadão Política – https://www.estadao.com.br/politica/fabiano-lana/seja-flavio-lula-ou-o-papa-eleito-presidente-havera-um-tesouraco-no-brasil/
