O senador Flávio Bolsonaro (PL) está concentrando a reta final da campanha presidencial em propostas para eleitores de menor renda, críticas à segurança pública e ao custo de vida, além de mobilizar aliados para ampliar a votação. Na sexta‑feira (23/10), ele se prepara para o último debate contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na TV Globo, e até o segundo turno, marcado para o domingo (25/10), a campanha pretende manter a ofensiva junto a eleitores indecisos e estimular o comparecimento às urnas.

A agenda inclui mobilizações em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro no sábado (24/10), além de um encontro com lideranças regionais e influenciadores. Na quarta‑feira (21/10), Flávio participou de um encontro com aliados em Guarulhos, sua última atividade presencial em São Paulo, e realizou um ato em Fortaleza.

Pesquisas recentes apontam a disputa em situação de empate técnico. A última pesquisa da Quaest, divulgada na quarta‑feira (21/10), mostrava Flávio com 45% das intenções de voto contra 44% de Lula, margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta‑feira (22/10), indicava 47% para Flávio e 46% para Lula, também com margem de erro de dois pontos percentuais.

No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, frente a 45,16% de Lula, vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos. A campanha busca, nos últimos dias, atrair eleitores que ainda não foram às urnas, especialmente em São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem atuado para mobilizar eleitores em apoio ao candidato bolsonarista.