Segundo o Congresso em Foco, o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou o último dia antes do primeiro turno da eleição presidencial para intensificar a presença nas duas maiores regiões eleitorais do país. No sábado (3), ele participou de uma motociata no interior de São Paulo, percorrendo o trajeto entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de outros candidatos aliados, como os senadores Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Durante o evento, Flávio exibiu uma fotografia de seu pai, Jair Bolsonaro, e, embora não tenha pronunciado discurso, concedeu entrevista a jornalistas. Na entrevista, reiterou críticas ao Supremo Tribunal Federal, acusando ministros de atuarem para favorecer a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e alegou que setores da Polícia Federal seriam usados para perseguir adversários do governo. As acusações foram feitas sem a apresentação de provas.

O ato também contou com manifestações religiosas, incluindo um carro‑de‑boi com imagem de Nossa Senhora Aparecida e crianças vestidas como a padroeira. Essas intervenções ocorreram após rumores de que Flávio e aliados evangélicos pretendiam retirar o título de padroeira nacional de Nossa Senhora Aparecida, informação que foi contestada por participantes do evento.

A programação de Flávio não terminou em São Paulo. Conforme divulgado pela campanha, ele teria seguido para o Rio de Janeiro, onde estava prevista outra motociata às 15h, percorrendo o trajeto entre Campo Grande e Bangu, na zona oeste da cidade, com término na Praça da Fé. O objetivo, segundo a campanha, era concentrar a mobilização nos dois maiores colégios eleitorais antes do primeiro turno, marcado para domingo (4), e incentivar o voto útil ao seu favor.

A cobertura destaca que as críticas ao Judiciário e ao STF foram reiteradas por Flávio, que pediu aos eleitores que concentrem seus votos em sua candidatura já no primeiro turno, apelando ao que ele denominou "voto inteligente".