A disputa presidencial chegou ao segundo turno com diferença mínima de 2,2 milhões de votos – 1,8 ponto percentual – o menor índice desde a redemocratização. Ambos os candidatos são rejeitados por cerca de metade dos eleitores, conforme aponta a pesquisa da Quaest divulgada na quarta‑feira (21/10), que registrou 40% de intenção de voto para Lula e 40% para Flávio Bolsonaro, com indecisos subindo de 7% para 14%.
O futuro presidente enfrentará desafios como a crise fiscal e o peso de um pacote eleitoreiro bilionário, além de lidar com uma sociedade polarizada e sem diálogo entre os principais grupos políticos. Flávio Bolsonaro, senador, já afirmou que, se eleito, pretende libertar seu pai, Jair Bolsonaro, da prisão antes da posse.
A análise destaca que, apesar das promessas, a capacidade de cumprir planos será testada a partir de 5 de janeiro, data prevista para a posse do eleito, quando o país deverá enfrentar problemas econômicos e sociais profundos. A reportagem da VEJA traz ainda um panorama das dificuldades de governar em um cenário de divisão e desconfiança generalizada.
