Flávio Nantes Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram, até 21 de outubro de 2026, despesas de campanha presidencial de R$ 74,6 milhões e R$ 65,7 milhões, respectivamente, segundo levantamento do Poder360 baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral. O candidato do PL informou R$ 65,1 milhões referentes ao 1º turno (até 4 de outubro) e mais R$ 9,5 milhões após essa etapa. Lula, por sua vez, acumulou R$ 65,6 milhões até 4 de outubro e apenas R$ 36 mil declarados até o momento para o 2º turno, valor que costuma ser informado nas semanas seguintes ao pleito.
Do total arrecadado, Flávio Bolsonaro recebeu R$ 95,5 milhões, provenientes de fundos partidário e eleitoral e de doações de pessoas físicas. Lula somou receitas de R$ 118,4 milhões. Em relação ao teto de gastos estabelecido pelo TSE para a campanha presidencial (R$ 133,4 milhões), as despesas declaradas correspondem a 55,9 % para Flávio Bolsonaro e 49,3 % para Lula.
A estratégia de campanha também diveriu: Flávio Bolsonaro destinou R$ 13,1 milhões à agência Faro Propaganda e Publicidade Ltda., focando quase que exclusivamente em anúncios digitais, análise de dados e monitoramento em tempo real, sem grandes gastos com eventos físicos ou impressão. Lula manteve um perfil mais tradicional, investindo em comícios, estrutura de eventos, material impresso e pesquisas de campo, com contratos para iluminação, som, palanques, gráficas e empresa de pesquisa.
O Poder360 destaca que as informações são atualizadas a cada hora no sistema DivulgaCand do TSE e que atrasos na divulgação de notas fiscais são comuns nos primeiros dias do 2º turno, que será realizado no domingo, 25 de outubro de 2026.
