Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta‑feira (21/10) que está disposto a abrir seus sigilos bancário e telefônico, mas apenas se o ex‑assessor do presidente Lula, Marco Aurélio Ribeiro (apelidado de “Marcola”), fizer o mesmo. O senador declarou que levará a questão "até as últimas consequências" caso a condição não seja atendida.
A exigência foi feita durante evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde o candidato esteve ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de outros aliados. No mesmo dia, Lula havia protocolado no TSE um requerimento pedindo a liberação dos sigilos dele e de sua família, caso a família Bolsonaro também os abrisse.
Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência da República, utilizou o discurso para criticar o presidente, chamando‑o de "maior corrupto da história" e atacando a descriminalização do aborto. A fala ocorreu na última agenda de campanha do candidato em São Paulo antes do segundo turno, previsto para 25 de outubro.
O senador está sob investigação em dois inquéritos no STF, um sobre o financiamento de um filme com recursos do Banco Master e outro sobre suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Integrantes da campanha afirmam, sob reserva, que nos próximos dias a estratégia será associar a imagem de Lula a um político "briguento".
Fonte: G1 São Paulo (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleições/2026/noticia/2026/10/21/flavio-bolsonaro-sigilo.ghtml).
