Na quarta‑feira (14/10), o Senado analisou a proposta de fim da jornada de 6×1, conhecida como PEC da 6×1. O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) declarou que votará a favor do fim da escala, mas defendeu que a discussão deve avançar para um modelo de jornada flexível, semelhante à alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL‑RN).

Apesar da posição pública de Bolsonaro, a oposição permanece ativa na tentativa de modificar o texto. Senadores do PL, entre eles Rogério Marinho, têm articulado projetos que ampliam a negociação entre patrões e empregados, inclusive propondo a adoção, a partir de 2027, de um modelo baseado nas horas efetivamente trabalhadas, sem a redução obrigatória para 40 horas semanais.

Na Comissão de Constituição e Justiça, 36 emendas foram apresentadas em setembro e rejeitadas pelo relator Omar Aziz (PSD‑AM). Nos dias que antecederam a votação plenária, senadores como Tereza Cristina (PP‑MS), Jorge Seif (PL‑SC), Hamilton Mourão (Republicanos‑RS) e Oriovisto Guimarães (PSDB‑PR) sinalizaram a preparação de novas emendas conjuntas. A apresentação de emendas, porém, não garante sua aprovação; qualquer alteração precisaria ser debatida e aprovada em plenário, e, em caso de mudança, a PEC retornaria à Câmara.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), indicou que pretende “tratar” a tramitação para impedir discussões que alterem o texto já aprovado na CCJ, o que pode limitar as estratégias da oposição. Enquanto isso, a proximidade do segundo turno presidencial (25/10) pressiona os senadores a equilibrar posicionamentos eleitorais e a agenda legislativa.