O senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta‑feira (21/10) a ampliação das exigências para autorizar a quebra de sigilo de terceiros. Em nota, a equipe do parlamentar afirmou que recebeu "entusiasmo" da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de abrir a "caixa‑preta do Planalto" durante debate na Band.

Flávio Bolsonaro aceitou o desafio proposto por Lula no mesmo debate, comprometendo‑se a tornar públicos seus próprios dados bancários, fiscais e telefônicos, bem como os de seus familiares. Contudo, condicionou a liberação de informações de terceiros ao cumprimento de uma série de requisitos pelo Executivo.

Entre as condições exigidas estão a quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário do ex‑chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), do ex‑tesoureiro João Vaccari Neto, da lobista Roberta Luchsinger, de Edson Claro, do irmão de Lula Frei Chico e do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). Também foram solicitados a abertura de sigilo de assessores, seguranças e auxiliares que mantinham linhas para uso de Lula, além de levantamento de sigilo bancário, fiscal e telemático desde 2003 das empresas dos filhos de Lula (Lurian Cordeiro, Sandro Luís, Marcos Cláudio e Fábio Luís), de familiares, sócios, sociedades nacionais e offshores, do Instituto Lula e do ex‑presidente da entidade.

A medida ainda não foi formalmente submetida a qualquer órgão competente para avaliação e não há registro de resposta oficial da Presidência ou do Ministério da Justiça até o momento.