Na coluna de Roseann Kennedy publicada no Estadão em 17 de outubro de 2026, analisa‑se que o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) teria incorporado, logo após o primeiro turno, três erros atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – arrogância, autossuficiência e postura de “salto alto”. Segundo aliados de ambas as campanhas, essas falhas teriam prejudicado Lula no primeiro turno e, agora, seriam reproduzidas por Flávio, que teria deixado de capitalizar a vantagem de liderar a primeira fase e passou a comemorar um resultado ainda indefinido.

A matéria destaca que Flávio abandonou temas de maior impacto, como segurança pública e críticas ao Supremo Tribunal Federal, e passou a ressuscitar a figura de seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, focando na defesa de sua soltura. Em contrapartida, Lula teria reconhecido as falhas da própria campanha, reestruturado a equipe e usado a máquina pública para lançar pacotes de benefícios antes do segundo turno, totalizando, segundo o monitoramento do Estadão, R$ 354 bilhões em medidas e incentivos.

A coluna também menciona a mudança de tom de Lula, que teria adotado posições antes rejeitadas, como discurso mais rígido contra a criminalidade e até sinalizado apoio à redução da maioridade penal, caracterizando uma “metamorfose ambulante”. Os autores da análise ressaltam que essas estratégias ainda carecem de avaliação de impacto nas urnas e que o cenário permanece incerto até a conclusão do segundo turno, previsto para 25 de outubro de 2026.

Fonte: Estadão – Política. https://www.estadao.com.br/politica/coluna-do-estadao/flavio-absorve-3-erros-de-lula-petista-volta-a-ser-metamorfose-e-usa-a-maquina-no-vale-tudo-final/