O Flamengo entrou em campo nesta quinta‑feira (8 de outubro de 2026) contra o Santos, na Vila Belmiro, exibindo a frase “Proibir não é proteger” na parte central da camisa. A mensagem substitui o espaço que, até então, era ocupado pela marca da Betano, patrocinadora master do clube. O clube havia firmado, em agosto de 2025, o maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro com a Betano, no valor de cerca de R$ 268,5 milhões anuais, contrato que foi diretamente afetado pela medida provisória que proibiu a operação e a publicidade de casas de apostas no país.
A frase faz parte de uma campanha organizada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entidades que representam o setor de apostas. As organizações defendem a manutenção de um mercado regulado, argumentando que a proibição estimula a migração de usuários para plataformas clandestinas e que medidas como verificação de idade e autoexclusão podem garantir a proteção dos consumidores.
A iniciativa do Flamengo segue outras manifestações recentes: a mesma mensagem apareceu em placas publicitárias na partida entre São Paulo e Santos, em 2 de outubro, e também foi reproduzida nos confrontos Atlético‑MG × Red Bull Bragantino. Desde 6 de outubro, data de início efetivo da proibição, clubes da Série A têm disputado partidas sem as marcas das bets; na Série B, alguns times substituíram o patrocínio por outras marcas ou ficaram sem patrocinador master.
Segundo levantamento da Sports Value, as casas de apostas representavam 34 % das receitas de marketing dos 20 maiores clubes em 2025, totalizando aproximadamente R$ 1,1 bilhão dentro dos R$ 3,2 bilhões movimentados pelo setor. A medida provisória 1.394, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, estabelecendo prazo até 5 de outubro para que as empresas retirem suas propagandas e encerrem as operações. (Fonte: Poder360)
