No dia 14 de outubro de 2026, o Senado Federal aprovou o fim da escala de trabalho 6x1, medida que reduz a jornada semanal de servidores públicos. O jornalista William Waack, em coluna de opinião no Estadão Política, descreve a aprovação como "o triunfo da emoção eleitoral sobre a razão" e critica a reação das elites empresariais, que, segundo ele, ignoraram alertas econômicos e não tiveram suas sugestões consideradas pelos congressistas.

Waack argumenta que a decisão reflete uma estratégia política de combater o que chama de "lulopetismo" com mais populismo, gerando um efeito de curto prazo que pode piorar a situação econômica a longo prazo. O autor ainda aponta que a tramitação do fim da 6x1 evidencia a falta de um projeto nacional coerente, citando análises de cientistas políticos que apontam para a fragmentação dos interesses setoriais em detrimento de uma visão unificada do país.

Além da crítica ao processo legislativo, o texto destaca que as elites empresariais, acostumadas a influenciar políticas setoriais, ficaram de fora das discussões, o que o autor descreve como "um desastre delas mesmas". O autor conclui que a situação evidencia uma crise nas democracias liberais, onde a política com "P" maiúsculo teria perdido sua capacidade de articular interesses coletivos em benefício do bem‑estar nacional.