O ex-ministro Fernando Haddad declarou nesta segunda-feira (12) que o caso envolvendo o Banco Master representa uma "grande oportunidade de passar o país a limpo, incluindo o Judiciário". Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, o petista avaliou os desdobramentos das investigações sobre fraudes financeiras e a estratégia para a reta final da eleição presidencial.
Questionado sobre o alcance do esquema atribuído a Daniel Vorcaro, que supostamente contava com um plano de blindagem, Haddad afirmou que o governo monitorava os indícios irregulares desde o início, mas admitiu que não se previa o envolvimento de integrantes do Poder Judiciário. Ele defendeu a liquidação da instituição financeira e a atuação rigorosa da Polícia Federal e do Ministério Público no caso.
Sobre a disputa eleitoral, na qual o presidente Lula (PT) enfrenta o segundo turno após terminar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no pleito realizado em 4 de outubro, Haddad avaliou que a corrida será acirrada. Para ele, a campanha presidencial precisa combinar a prestação de contas de realizações passadas com propostas voltadas para as expectativas futuras do eleitorado. Indagado sobre a possibilidade de assumir a Casa Civil em um eventual novo mandato, o ex-ministro não confirmou o cargo, mas garantiu que continuará atuando na vida pública independentemente do resultado nas urnas, informou o G1.
