A federação formada entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade não cumpriu a cláusula de barreira nas eleições de 2026 e agora avalia opções como fusão ou incorporação para manter a sobrevivência institucional. Apesar de ter obtido 4,89% dos votos nacionais e eleito 15 deputados federais, a aliança não alcançou a presença mínima exigida em nove estados, atingindo apenas oito unidades da Federação, o que impede o acesso pleno aos direitos partidários previstos na Constituição.
A consequência imediata do descumprimento é a perda de recursos do Fundo Partidário, da propaganda gratuita em rádio e TV, e de prerrogativas na Câmara dos Deputados, como a liderança própria e a indicação de membros em comissões. Sem esses recursos, a federação enfrenta dificuldades para manter sua estrutura e visibilidade.
Para tentar reverter a situação, os dirigentes das duas legendas estão analisando caminhos jurídicos, entre eles a fusão definitiva – que dissolveria as siglas para criar um novo partido – ou a incorporação, em que uma legenda absorve a outra. Contudo, como já atuam juntos como federação e somaram seus votos, uma simples união formal não resolve a falta de abrangência territorial; será necessário ampliar a presença em estados onde ainda são pouco votados.
A regra da cláusula de barreira deve se tornar ainda mais rigorosa nas próximas eleições, com a exigência de 3% dos votos válidos nacionais e presença em nove estados para 2030. O objetivo constitucional é reduzir a fragmentação partidária, favorecendo siglas com representatividade nacional.
