O faturamento da indústria de transformação registrou queda de 3,5% em agosto, marcando a segunda retração consecutiva do setor após o recuo de 2,2% em julho, conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com o resultado divulgado em outubro, o acumulado de janeiro a agosto passou a apontar baixa de 0,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A retração veio acompanhada de um ritmo menor de produção: as horas trabalhadas caíram 1% no mês, e a utilização da capacidade instalada recuou de 77,5% em julho para 76,9%. Apesar da perda de dinamismo na atividade fabril, o emprego industrial manteve-se estável em agosto, enquanto a massa salarial e o rendimento médio registraram alta de 0,5%, segundo o levantamento reportado pelo Poder360.

Para a entidade, a perda de ritmo da indústria é reflexo de um cenário de juros elevados, carga tributária e custos maiores de insumos e matérias-primas. As condições financeiras restritivas reduzem o acesso ao crédito e comprimem a demanda por produtos industriais, limitando a recuperação do setor.