O serviço de checagem Fato ou Fake, criado em 2018 pelo Grupo Globo, detalhou nesta quinta‑feira (22/10) o procedimento que será adotado para verificar as falas dos candidatos no debate presidencial programado para sexta‑feira, 23 de outubro de 2026. A equipe, que reúne jornalistas das sete redações do Grupo (TV Globo, g1, GloboNews, O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN), contará com mais de 30 profissionais para produzir as primeiras checagens em tempo real durante a transmissão, publicando-as no g1, nos sites dos jornais e na rádio CBN.

Segundo a própria página do Fato ou Fake, as checagens serão continuadas pela madrugada, com o programa especial da GloboNews exibindo os resultados após o debate. O processo inclui a seleção das declarações ao vivo, a verificação em bancos de dados, documentos oficiais, entrevistas com especialistas e o uso de ferramentas de detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. As conclusões são classificadas com os selos #FATO, #NÃOÉBEMASSIM ou #FAKE.

A iniciativa segue o mesmo modelo adotado nas eleições municipais de 2024, quando as primeiras verificações foram publicadas durante o debate, e nas eleições presidenciais de 2020, 2022 e 2024. Em 2025 a equipe passou a contar com três repórteres e um editor dedicados exclusivamente ao Fato ou Fake na redação do g1, ampliando a capacidade de produção de checagens rápidas e rigorosas.

A explicação foi publicada pelo G1 Política, que também disponibiliza acesso às checagens anteriores de candidatos como Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.