O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, enviou à Polícia Federal uma avaliação técnica de segurança que aponta ameaças graves feitas nas redes sociais contra o ministro Flávio Dino. O documento, elaborado pela Secretaria de Polícia Judicial do STF, contém mensagens com referências a fuzilamento, enforcamento, explosão e esquartejamento, todas publicadas em outubro de 2026. Em nota, o STF informou que Fachin "adotou as providências cabíveis" e que a Corte permanece atenta à segurança de seus ministros, em articulação com os órgãos competentes.

Flávio Dino divulgou, na sexta‑feira (09/10), trecho do relatório interno que revelou que o X (antigo Twitter) concentra o maior volume de publicações hostis contra magistrados. Entre os posts citados, um dizia que Dino seria o "primeiro a ser fuzilado" e outro incitava a invasão do STF e a decapitação de Alexandre de Moraes, Dino e Cristiano Zanin. Dino atribuiu as ameaças à disseminação de informações falsas e a discursos que, segundo ele, incitam violência contra o Judiciário, ressaltando que tais ameaças não vão alterar sua atuação.

O ministro Dino alertou que o clima de intimidação coloca em risco a independência do Poder Judiciário, afirmando que "se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, não existe mais Poder Judiciário nem Constituição". A decisão de Fachin ocorre em meio a um cenário de tensão entre o STF e a Polícia Federal, que tem sido intensificado nos últimos dias.