A Defesa Civil Alerta, que utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de risco sem necessidade de cadastro prévio, tem enfrentado um problema de confiança entre a população. De acordo com a matéria do Poder360, baseada em um estudo de 2025, o fenômeno da "alert fatigue" – fadiga de alertas – ocorre quando avisos repetidos, pouco relevantes ou mal calibrados, perdem a capacidade de chamar a atenção e provocar ação.

O estudo analisou gestores de emergência e usuários, apontando que frequência, relevância e conteúdo das mensagens são fatores associados à fadiga, que pode levar à dessensibilização, reclamações e ao desligamento dos alertas pelos cidadãos.

A ferramenta opera com dois níveis: alerta severo, que indica necessidade de medidas de proteção, e alerta extremo, que emite um som semelhante a sirene mesmo em modo silencioso e não pode ser desativado. Apesar da garantia técnica de que o alerta extremo será ouvido, a confiança do público não é assegurada, pois as pessoas podem aprender a ignorar o aviso – um “desligamento cognitivo”.

Até março de 2026, o sistema havia emitido 2.103 avisos desde sua criação em dezembro de 2024, demonstrando rápido crescimento, mas também a necessidade de avaliação contínua da qualidade das mensagens para evitar a perda de eficácia. A reportagem destaca que, mais do que aumentar a quantidade de alertas, é preciso aprimorar sua pertinência e clareza para manter a confiança da população.