Um estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) indica que a plena implementação do Código Florestal pode criar até 3,1 milhões de empregos no país. A pesquisa, divulgada em 18 de outubro de 2026, estima que a regularização de 20% a 50% dos passivos ambientais de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente – cerca de 20 milhões de hectares – geraria entre 0,7 e 1,9 milhão de vagas na Amazônia e entre 0,5 e 1,2 milhão no Cerrado.

Além da geração de postos de trabalho, o estudo destaca o potencial econômico do mercado de Cotas de Reserva Ambiental, anunciado em outubro de 2025 pelo Serviço Florestal Brasileiro. Com um valor de referência de R$ 500 por hectare ao ano, o mercado poderia movimentar aproximadamente R$ 20,6 bilhões anuais nos dois biomas analisados, com destaque para Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Pará e Mato Grosso do Sul.

A pesquisa também aponta desafios na operacionalização do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O processo de validação ainda é lento e apresenta disparidades regionais, com níveis de análise inferiores a 1% na região MATOPIBA e variações significativas entre os estados. Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, ressaltou que a iniciativa representa uma oportunidade concreta para a indústria reduzir custos de compliance, atrair investimentos ESG e monetizar a conservação.

O estudo completo está disponível em formato PDF (3 MB) e pode ser consultado para detalhes sobre as metodologias adotadas e as projeções setoriais. Fonte: Poder360.