Um estudo da empresa de análise de dados AP Exata, divulgado em 24 de outubro de 2026, concluiu que o debate televisivo entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Dino, realizado pela Globo, não foi decisivo para os eleitores ainda indecisos. A pesquisa utilizou mil agentes de inteligência artificial configurados como grupos focais virtuais, que receberam as transcrições do debate e responderam de acordo com características demográficas como idade, gênero e classe social.

Os resultados mostraram que, entre os jovens das classes D/E, a inclinação a Lula permaneceu ligada a questões como o programa "Pé‑de‑Meia" e a continuidade dos estudos, enquanto na classe C a proposta de formação em tecnologia favoreceu Flávio. Em adultos das classes B/C, temas como o Banco da Prosperidade e críticas aos juros geraram leve preferência por Flávio. Entre as mulheres adultas das classes D/E e C, não houve consolidação de preferência clara, com preocupações sobre alimentação, creches e violência influenciando a indecisão.

Idosos ficaram divididos: a defesa da renda favoreceu Lula, mas a expectativa de melhor atendimento pelo SUS abriu espaço para Flávio, sem gerar uma inclinação predominante. Nos perfis de indecisos de maior renda, questões como dívida pública, juros e estabilidade econômica dominaram a atenção, sem apontar um candidato vencedor. O estudo também destacou que os ataques pessoais entre os candidatos reduziram o espaço para que o eleitor compreendesse as propostas, mantendo a dúvida sobre quem poderia melhorar a vida dos brasileiros.

Segundo o autor da matéria, Sergio Denicoli, a audiência sintética produzida pela IA reflete de forma semelhante as tendências observadas nas publicações nas redes sociais, indicando que, apesar da tecnologia avançada, o debate não foi o fator determinante para mudar a opinião dos eleitores ainda indecisos.