Segundo o Poder360, estudantes do ensino médio se mobilizaram em várias cidades francesas na sexta‑feira, 2 de outubro de 2026, bloqueando escolas e confrontando a polícia. O movimento, que começou em setembro na região de Paris, já afetou 735 das aproximadamente 3.700 escolas de ensino médio do país, segundo o ministro da Educação, Édouard Geffray. O número de escolas impactadas representa uma queda de 30 % em relação ao dia anterior.

As reivindicações dos manifestantes incluem melhores condições nas escolas, redução da carga horária e a contratação de funcionários para substituir professores ausentes. Em resposta, o governo anunciou um plano para acelerar a reposição de profissionais que não comparecem às aulas.

Os protestos geraram episódios de violência. Em La Ciotat, uma professora foi atingida com gasolina e agredida por duas pessoas, conforme autoridades locais. Em Tours, um jovem ficou cego de um olho após confronto com a polícia. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 1.747 pessoas foram presas na sexta‑feira, citando lançamentos de objetos contra policiais e agressões a agentes, professores, jornalistas e transeuntes.

O governo reconhece o direito dos estudantes de apresentar suas demandas, mas condena os atos violentos ocorridos durante as manifestações. O movimento ocorre sete meses antes da eleição presidencial que definirá o sucessor de Emmanuel Macron, que não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo.