O abastecimento de diesel no Brasil está assegurado até o fim de outubro, apesar da queda de 26,5 % nas importações em setembro em relação a 2025, segundo dados do ComexStat. O presidente‑executivo da Abicom, Sérgio Araújo, afirmou que o estoque atual atende à demanda nacional e que a situação de novembro dependerá de novas contratações.
Para evitar uma crise de abastecimento, o governo federal ampliou as subvenções ao diesel importado, concedendo R$ 1,40 por litro em 30 dias, com custo estimado de R$ 1,6 bilhão. Além disso, foi aberto um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões, dos quais R$ 6,17 bilhões foram destinados ao diesel rodoviário.
Araújo ressaltou que a flexibilização das restrições russas às exportações pode abrir uma nova fonte de fornecimento, aumentando a probabilidade de novos negócios para novembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também zerou tributos federais sobre a gasolina e elevou incentivos ao etanol, medidas que visam conter os efeitos da crise energética sobre os preços dos combustíveis.
Apesar do cenário de segurança para outubro, a dependência de importações e a redução da competitividade das refinarias privadas continuam a gerar incertezas para o mês de novembro, que ainda depende da conclusão de novas cargas.
