O cientista político Elias Tavares avaliou que, no primeiro debate direto entre os candidatos à presidência, Flávio Bolsonaro (PL) corre mais riscos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Tavares destacou que o senador precisará demonstrar preparo para enfrentar um adversário com ampla experiência em debates presidenciais, já que Lula participa de eleições desde 1989.
Segundo o especialista, a presença dos dois candidatos no debate, marcado para domingo, 18 de outubro, na Band, é fundamental, mas quem não comparecer terá "muito mais a perder do que a ganhar". Ele apontou que a vantagem de Lula no primeiro turno aumenta a importância de evitar erros, enquanto Flávio deve convencer o eleitorado de que está pronto para responder a questionamentos difíceis.
Tavares também alertou que ambos os candidatos carregam vulnerabilidades – "teto de vidro" e "pedras na mão" – que podem ser exploradas durante o confronto. Entre os temas que podem gerar os maiores embates, o cientista citou o caso Banco Master, o INSS e outras controvérsias políticas, além da necessidade de apresentar propostas concretas.
A análise de Tavares serve como alerta para a campanha presidencial, que se aproxima do segundo turno, e indica que o debate pode ser decisivo tanto para a conquista de votos quanto para a exposição de fragilidades dos candidatos.
