A poucos dias do segundo turno das eleições gerais, a Jovem Pan publicou uma matéria com a explicação de um especialista sobre as camadas de proteção das urnas eletrônicas. O engenheiro de software e especialista em tecnologia e inteligência artificial, Elemar Jr., destacou que a confiabilidade do sistema depende de evidências produzidas por diferentes mecanismos de controle.
Nas Eleições 2026, os códigos‑fonte dos sistemas eleitorais foram disponibilizados para inspeção de entidades fiscalizadoras em outubro de 2025, cerca de um ano antes do pleito, e permaneceram acessíveis até a cerimônia de assinatura digital e lacração dos equipamentos, realizada antes da votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) previu 40 oportunidades de auditoria ao longo desse ciclo.
O processo inclui o Teste Público de Segurança, no qual investigadores examinam os sistemas e apresentam planos de teste, seguido por uma etapa de confirmação das correções feitas a partir dos resultados. Em 2026, essa fase de confirmação foi realizada em maio.
Elemar Jr. reforçou que, embora nenhum sistema tecnológico seja imune a falhas, as múltiplas auditorias e verificações realizadas antes, durante e após a votação são projetadas para garantir a integridade e a transparência do processo eleitoral.
Fonte: Jovem Pan. https://jovempan.com.br/colunistas/marcia-dantas/seguranca-das-urnas-como-funcionam-as-auditorias-antes-e-durante-o-pleito/
