Dezenas de entidades representativas de servidores públicos federais divulgaram, na terça‑feira (20/10), um manifesto que alerta para a polaridade de propostas que se apresentam ao país no próximo domingo (25/10), dia do 2º turno das eleições gerais. O documento aponta que projetos de reforma administrativa de direita podem comprometer a estabilidade dos servidores, ampliar a precarização dos vínculos de trabalho e reduzir a capacidade do Estado de atuar com autonomia e continuidade técnica.
O manifesto também critica a política de redução da máquina administrativa adotada pelo presidente argentino Javier Milei, que, segundo as entidades, já resultou em 21 mil demissões voluntárias e no fechamento de 77 mil vagas desde janeiro de 2023. As organizações argumentam que a experiência argentina demonstra os custos sociais e institucionais de medidas semelhantes no Brasil.
Entre os principais pontos levantados, as entidades denunciam a possibilidade de congelamento ou redução salarial, restrições ao ingresso de novos servidores e demissões em larga escala, além de ameaças ao direito à negociação coletiva e à livre organização sindical. Elas ressaltam que, embora o atual governo tenha retomado negociações e promovido alguns reajustes salariais, ainda persistem desafios para garantir a valorização e a estabilidade do funcionalismo público.
O texto ainda compara os modelos de gestão pública dos últimos governos, destacando que o período atual restabeleceu canais de diálogo e reconheceu a importância dos servidores, ao passo que o modelo proposto pelos reformistas representaria uma nova onda de cortes e compressão de direitos. Fonte: Agência Brasil Política.
