Em levantamento do Congresso em Foco divulgado em 13 de outubro de 2026, os 513 deputados federais eleitos na última eleição de 2026 arrecadaram, em média, R$ 2,28 milhões em recursos de campanha, enquanto os 6 880 candidatos que não foram eleitos e os suplentes declararam R$ 323 mil por candidatura. A diferença de quase R$ 2 milhões por candidato evidencia a desigualdade financeira na disputa pela Câmara.

Os eleitos juntaram R$ 1,17 bilhão, enquanto o grupo de não eleitos arrecadou R$ 2,22 bilhão, mas em um conjunto mais de 13 vezes maior. O levantamento considera as receitas registradas na base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 11 de outubro, uma semana após o primeiro turno. Os candidatos têm até 3 de novembro para entregar as prestações de contas finais, podendo os valores declarados sofrer alterações.

A maior parte dos recursos – 90 % – veio de fundos públicos, com R$ 3,06 bilhões provenientes de fundos eleitoral e partidário. As doações diretas de pessoas físicas somaram R$ 194,3 milhões. Entre os eleitos, metade recebeu mais de R$ 2,43 milhões, enquanto metade dos não eleitos arrecadou até R$ 80 mil, mostrando que a vantagem financeira não se restringe apenas a campanhas milionárias.

Entre os 114 deputados que arrecadaram mais de R$ 3 milhões, destacam-se Osmar Terra (PL‑RS) com R$ 3,38 milhões, Dani Cunha (PL‑RJ) com R$ 3,36 milhões, Rosana Valle (PL‑SP) com R$ 3,34 milhões e Alberto Fraga (PL‑DF) com R$ 3,33 milhões. No extremo oposto, Lucas Polese (PL‑ES) foi eleito com apenas R$ 105,5 mil declarados, a menor arrecadação positiva identificada entre os vencedores.

O levantamento destaca ainda que apenas 34 dos eleitos obtiveram votação suficiente para garantir uma vaga sem depender da votação do partido ou de colegas, indicando que a distribuição de recursos e a dinâmica do sistema proporcional também influenciaram os resultados.

Fonte: Congresso em Foco. Link: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/123209/eleitos-para-a-camara-arrecadaram-sete-vezes-mais-que-derrotados