Segundo o G1, o instituto de pesquisa Quaest estima que cerca de um terço dos eleitores brasileiros não se identificam nem como de esquerda nem como de direita, formando um perfil menos ideológico e mais pragmático nas escolhas eleitorais. Essas pessoas, chamadas de eleitores independentes, tendem a se abster mais que a média geral e podem mudar de lado entre as duas fases da eleição.

As últimas pesquisas apontam que a corrida presidencial está afunilada em dois candidatos mais competitivos – Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) – e que o voto dos eleitores independentes será decisivo, sobretudo daqueles que ainda não definiram sua preferência. No primeiro turno, a Quaest registra 39% de intenção de voto para Lula e 34% para Flávio Bolsonaro; no segundo turno, a projeção é de 42% para cada um.

No episódio 1814 do podcast "O Assunto", a jornalista Ana Flor relata ter percorrido o país por dois meses para conversar com esse eleitorado e entender suas motivações. Já o psicólogo Eduardo Sincofsky, diretor do projeto Plaza Pública, apresenta resultados de pesquisas qualitativas que apontam para um eleitor mais preocupado com questões práticas do que com afinidades partidárias.

Ainda não há dados oficiais sobre como esses eleitores indecisos irão se comportar nas urnas do próximo domingo, mas a análise da Quaest sugere que campanhas de ambos os candidatos deverão focar em mensagens que atraiam esse público menos alinhado ideologicamente.