Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas no domingo, 4 de outubro de 2026, representando uma abstenção de 21,08 %, a maior registrada em um 1º turno de eleições gerais no Brasil desde 1998, quando o percentual foi de 21,5 %. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente, o que significa que os eleitores que não votaram no 1º turno poderão votar normalmente no 2º, desde que estejam com o título regular.
Para regularizar a situação, os eleitores que não justificaram a ausência pelo e‑título têm até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a justificativa. A comprovação pode ser feita pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou em um cartório eleitoral, exigindo um documento que ateste o motivo, como atestado médico ou bilhete aéreo. Eleitores em viagem no exterior têm 30 dias após o retorno para justificar a ausência.
Caso a justificativa não seja apresentada dentro do prazo, além da regularização obrigatória, o eleitor terá que pagar uma multa de R$ 3,51 por turno. O valor pode ser quitado pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e‑Título ou em cartório eleitoral, por meio de GRU, Pix ou cartão de crédito.
Até a quitação da pendência, o título eleitoral permanece em situação irregular, impedindo o eleitor de emitir ou renovar carteira de identidade e passaporte, de participar de concursos públicos ou de renovar matrícula em instituições de ensino público, além de impedir a recepção de vencimentos ou proventos em empregos públicos. O título é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.
