Segundo o G1, as Eleições 2026 registrarão o maior número de eleitores com deficiência já contabilizado pela Justiça Eleitoral, com 1.970.165 pessoas aptas a votar – um aumento de 42% em relação a 2022. Para garantir a participação desse eleitorado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza uma série de recursos de acessibilidade, como prioridade na fila, acompanhamento na cabine e tecnologias assistivas nas urnas.

Os recursos nas seções eleitorais também foram ampliados: o número de locais com acessibilidade subiu de 156.296 em 2022 para 220.577 em 2026, um crescimento de 41%. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) realizam vistorias periódicas para atualizar as condições de cada seção, e eleitores que necessitem de adaptações podem solicitar auxílio ao mesário no dia da votação, mesmo sem aviso prévio.

A urna eletrônica conta com teclado em braile, identificação tátil na tecla 5, sistema de áudio com voz sintetizada “Letícia” e fone de ouvido descartável, além de intérprete de Libras exibido na tela. A Resolução TSE nº 23.759/2026 permite ainda o uso de outras tecnologias assistivas, desde que preservado o sigilo do voto.

Outras medidas incluem preferência na fila para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e eleitores acima de 80 anos, bem como a possibilidade de acompanhante entrar na cabine e, se necessário, operar a urna. O programa “Seu Voto Importa” oferece transporte especial para eleitores que não dispõem de meios próprios, devendo o pedido ser feito até 20 dias antes da eleição. Caso o voto seja impossível ou excessivamente oneroso, a legislação permite a justificativa sem penalidade, mediante pedido ao juízo eleitoral.

Os dados do cadastro eleitoral mostram que 617.996 eleitores declararam deficiência de locomoção, 319.489 deficiência visual, 182.341 auditiva e 64.851 outras dificuldades, podendo haver sobreposição de categorias. O TSE reforça que a acessibilidade será monitorada nas seções para garantir o pleno exercício do voto.