O segundo turno da eleição presidencial de 2026 coloca em confronto o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um cenário que opõe modelos de governo com profundos desafios institucionais. Segundo análise publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (12), a escolha dos eleitores apresenta um quadro de intensas disputas de poder para o próximo mandato.

De acordo com o levantamento do colunista Fabiano Lana, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro viria acompanhada de forte sustentação no Congresso Nacional e poder de indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que facilitaria a implementação de sua agenda, mas acenderia alertas sobre o equilíbrio entre os Poderes. Em contrapartida, um novo mandato de Lula enfrentaria forte instabilidade e um Parlamento majoritariamente hostil, com margem restrita para aprovar pautas históricas do campo progressista.

Para reverter o quadro desfavorável nas pesquisas, a campanha lulista intensificou articulações e apostou em atos públicos, como a manifestação realizada no domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo. A estratégia para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, também inclui a pressão pela aprovação de propostas no Senado e o acirramento das críticas ao adversário.