O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) afirmou que pretende revisar a reforma tributária aprovada durante o governo Lula caso vença o 2º turno das eleições, gerando dúvidas sobre a implementação das novas regras previstas para 2027. Entre os pontos que ele pretende mudar estão a alíquota do IVA, o período de transição, benefícios fiscais setoriais, o split payment, o imposto seletivo e os custos dos fundos criados pela reforma.

A coordenadora‑geral da campanha do candidato do PL, Rogério Marinho, já sugeriu suspender a implantação do novo sistema por um ano para rever algumas mudanças, reforçando a incerteza no ambiente empresarial.

Segundo a advogada tributarista Itana Moreira, do Urbano Vitalino Advogados, as dúvidas sobre a reforma já existiam antes do 1º turno, mas a disputa eleitoral ampliou a preocupação das empresas com as regras que entrarão em vigor em 2027, especialmente a alíquota da CBS, o Imposto Seletivo e o funcionamento do split payment.

A combinação de indefinições regulatórias e das propostas de mudança dificulta o planejamento tributário das companhias, que ainda aguardam definições concretas para adaptar suas operações a partir de janeiro de 2027.