Segundo o Poder360, Maria Eduarda Campopiano Monteiro, do PL, foi eleita deputada estadual de São Paulo com 1.956.238 votos, o que corresponde a 8,38% dos votos válidos e representa a segunda maior votação da história da Assembleia Legislativa paulista, atrás apenas de Janaina Paschoal em 2018. Campopiano, que tinha 23 anos na data da eleição, chegou à Alesp apenas dois anos depois de ser eleita vereadora de Praia Grande, onde obteve 3.583 votos em 2024.

O resultado foi divulgado no domingo, 4 de outubro de 2026, e coloca a jovem política entre os principais fenômenos eleitorais do Estado, reforçando o peso das redes sociais na formação de novos líderes. A campanha estadual manteve forte presença digital e ampliou a exposição nacional da candidata, que também esteve associada ao deputado federal Lucas Pavanato (PL).

A trajetória de Campopiano tem sido marcada por controvérsias. Em um podcast durante a campanha, ela fez declarações sobre a colonização e a catequização dos povos indígenas, associando-os a práticas de canibalismo e sacrifícios humanos, o que gerou críticas de líderes indígenas. A artista e ativista Katú Mirim registrou boletim de ocorrência contra Campopiano por racismo. Não há registro de resposta da deputada ou de sua assessoria a essas acusações no material analisado.

O mandato de Campopiano na Assembleia Legislativa de São Paulo tem início previsto para 2027, e seu desempenho eleitoral pode influenciar a composição política da Casa a partir desse período.