Segundo o relatório mensal da Dívida Pública divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, a dívida federal fechou o mês de agosto em R$ 9,29 trilhões, alta de 0,04% (R$ 3,95 bilhões) em relação a julho. No acumulado de 2026, o montante subiu 7,62%, o que representa R$ 657,64 bilhões a mais.
O documento indica que o Estado resgatou mais títulos do que emitiu no período, mas a apropriação de juros ao estoque superou o resgate líquido: foram emitidos R$ 211,62 bilhões em títulos, enquanto os resgates totalizaram R$ 296,05 bilhões, resultando em um resgate líquido de R$ 84,43 bilhões. Os juros apropriados foram de R$ 88,39 bilhões, divididos entre dívida interna (R$ 79,66 bilhões) e externa (R$ 8,73 bilhões).
Entre as modalidades de dívida interna, o Tesouro pagou R$ 290,13 bilhões em títulos indexados ao IPCA, com emissões de R$ 21,85 bilhões e um resgate líquido de R$ 268,28 bilhões. As demais categorias – taxa flutuante (Selic) e prefixados – apresentaram saldos positivos de R$ 100,72 bilhões e R$ 83,63 bilhões, respectivamente. No total, a dívida interna registrou um resgate líquido de R$ 83,90 bilhões, enquanto a dívida externa movimentou R$ 532,99 milhões.
A composição da dívida mostra que instituições financeiras detêm a maior fatia, com 31,22% (R$ 2,79 trilhões). O colchão de liquidez, que serve de reserva para cobrir vencimentos, recuou 11,89% no mês, passando de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,21 trilhão, suficiente para cobrir cerca de 7,18 meses de pagamentos. O prazo médio da dívida aumentou de 4,05 para 4,10 anos, e o custo médio acumulado em 12 meses subiu de 12,45% para 12,59% ao ano.
No Tesouro Direto, as vendas totalizaram R$ 15,00 bilhões e os resgates R$ 17,22 bilhões, gerando um saldo líquido negativo de R$ 2,21 bilhões em agosto. O programa conta agora com 3,83 milhões de investidores ativos, um aumento de 21,69% nos últimos 12 meses. A União também honrou garantias de dívidas estaduais, totalizando R$ 79,95 milhões no mês.
