Francisco Neves, presidente da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (ANDC), afirmou que o próximo governo precisará aprimorar o planejamento econômico e regulatório do setor. Em entrevista concedida em 17 de outubro de 2026, Neves apontou que a falta de articulação entre políticas públicas e a interferência de questões políticas nas decisões econômicas geram insegurança para as empresas, especialmente diante de crises imprevisíveis, como o atual conflito no Oriente Médio.
O dirigente destacou a necessidade de mecanismos de sinalização que ofereçam segurança jurídica e que a regulação considere a sustentabilidade econômica de toda a cadeia, da produção ao varejo. Segundo Neves, a manutenção do abastecimento durante a crise internacional deve se apoiar na colaboração dos agentes privados e nas importações.
Neves também ressaltou que o setor precisa superar a polarização entre privatização e estatização, defendendo um modelo “misto” que reconheça a participação de investidores privados na Petrobras. Para ele, regras claras são essenciais para estimular a concorrência e evitar desequilíbrios entre grandes empresas e distribuidoras regionais que atendem municípios menores.
A ANDC enviou propostas ao setor de distribuição de combustíveis e dialogou com candidatos à presidência antes do 1º turno das eleições, buscando influenciar a agenda regulatória. Neves concluiu que o poder público deve promover o desenvolvimento do setor com respeito aos marcos regulatórios existentes.
