A coluna de Marcus Pestana, publicada em 10 de outubro de 2026, destaca que o primeiro turno das eleições gerais de 2026, encerrado em 04 de outubro, produziu 54 senadores e 513 deputados federais. O Partido Liberal (PL) ampliou sua presença, conquistando 121 deputados e 28 senadores, quase um terço das cadeiras. A esquerda, por sua vez, elegeram 124 deputados, quatro a menos que em 2022, e 15 senadores, perdendo uma vaga em relação ao mandato anterior.

Pestana aponta que a cláusula de desempenho, aprovada na reforma política de 2017, continua a reduzir a fragmentação partidária, pois apenas 12 dos 28 partidos que disputaram as eleições atingiram o percentual exigido de votos. Os demais perdem acesso a recursos do Fundo Partidário e ao horário gratuito de rádio e TV.

Outra crítica diz respeito ao voto duplo para senador, que confunde os eleitores ao dar o mesmo peso aos dois votos, sem ponderação. O autor também observa que o voto nominal proporcional para deputado federal gera falta de vínculo entre eleitores e representantes, já que a composição das cadeiras é feita com o cotejamento dos votos da legenda partidária.

O autor conclui que, apesar da renovação anunciada na Câmara (cerca de 35%), a composição atual ainda apresenta mescla de deputados municipalistas e membros de grupos políticos, dificultando a efetiva representação e a governabilidade futura.

Fonte: Congresso em Foco. Link: https://www.congressoemfoco.com.br/coluna/123132/as-distorcoes-do-sistema-eleitoral-para-o-congresso