Em entrevista ao programa VEJA em Foco, Yuri Sanches, diretor de risco político da AtlasIntel, avaliou o potencial de transferência dos votos dos candidatos que ficaram fora do segundo turno para o embate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Sanches, o perfil mais conservador e oposicionista dos eleitores da chamada terceira via tende a favorecer Flávio Bolsonaro, embora o cenário não seja uniforme.
O analista destacou que eleitores de Romeu Zema (governador de Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (governador de Mato Grosso do Sul) apresentam maior propensão a migrar para Flávio, devido ao conservadorismo e à postura de oposição ao governo Lula. Já os eleitores de Augusto Cury não mostraram tendência clara para nenhum dos finalistas, indicando um possível voto dividido.
Quanto aos eleitores de Renan Santos, Sanches apontou uma divisão mais acentuada: maioria inclinada a Flávio, cerca de 20 % a 25 % a Lula e aproximadamente um terço podendo optar pela abstenção. Ele ressaltou que a transferência de votos não será automática e dependerá da capacidade de campanha de cada candidato de conquistar esses eleitores no segundo turno, previsto para 25 de outubro de 2026.
A análise de Sanches, que ainda não inclui percentuais específicos para os eleitores de Zema e Caiado, serve como um indicativo de como os grupos de terceira via podem impactar a disputa presidencial, ressaltando a importância de estratégias de aproximação com esses eleitores nos próximos dias.
Fonte: VEJA (https://veja.abril.com.br/politica/o-destino-dos-votos-da-terceira-via-no-segundo-turno-entre-flavio-e-lula-segundo-diretor-de-instituto-de-pesquisa/)
