Nos primeiros dez dias de outubro, os focos de incêndio no Amazonas aumentaram 271%, atingindo 36 municípios em situação de emergência, conforme dados do Painel do Fogo do Censipam. Em reação ao agravamento, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, reuniu-se na noite de sábado (10) com os ministros da Integração, Waldez Góes, e do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, para coordenar o envio de cerca de 300 brigadistas do Ibama e do ICMBio, além de reforçar a frota aérea federal com seis aeronaves já desembarcadas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticaram a gestão federal e do Ibama nas redes sociais, alegando que a resposta ao fogo não seria suficiente e questionando a política ambiental do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tarcísio escreveu que “cuidar do meio ambiente não é questão de ideologia”, enquanto Nikolas afirmou que “a Amazônia queima — até quando vão achar que somos idiotas?”.
Na manhã de domingo (11), os ministros Capobianco e Góes sobrevoaram as áreas afetadas e visitaram o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) em Manaus, acompanhando as ações de resposta coordenadas pelo governo federal. O Estado já contava com 290 brigadistas federais, e a força‑tarefa federal acrescentou mais 300 profissionais, além das aeronaves, para intensificar o combate ao fogo.
A situação evidencia a divergência entre setores da direita, que apontam falhas na política ambiental, e o Executivo, que busca ampliar a capacidade operativa para conter o avanço das chamas na região amazônica.
