O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, utilizou suas redes sociais nesta sexta‑feira (2 de outubro de 2026) para comentar a atuação do Poder Judiciário nas eleições. Segundo Dino, as três decisões tomadas recentemente – duas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma pelo STF – são legítimas e seguem precedentes já estabelecidos em dezenas de casos anteriores no Brasil.
Os atos judiciais referidos foram: a recusa do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ao pedido do partido Missão para que o candidato Renan Santos participasse do debate aberto por Luiz Inácio Lula da Silva; a determinação da ministra do TSE, Estela Aranha, para que a TV Globo não exibisse o púlpito vazio de Lula e proibiu perguntas aos candidatos do PT; e, por fim, a decisão do ministro Gilmar Mendes, no STF, garantindo a presença de Renan Santos no debate. Após essas determinações, a Globo cancelou o debate, alegando insegurança jurídica e interferência indevida.
Em seu post no Instagram, Dino ressaltou que “é inerente ao princípio da separação de Poderes a Justiça ser acionada para solucionar controvérsias” e que magistrados em democracias cumprem esse dever de forma independente. O ministro ainda criticou o fato de a decisão da única ministra mulher, Estela Aranha, ser mais alvo de ataques que as decisões dos ministros homens, questionando se há um viés de gênero nas críticas.
Dino concluiu que não é legítimo “pretender voltar à República Velha, em que não existia Justiça Eleitoral e só existia a lei do mais forte”. A declaração do ministro ainda não gerou respostas oficiais de representantes da TV Globo, do TSE ou do STF até o momento da publicação.
