Em 10 de outubro de 2026, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) solicitou providências para garantir a proteção da deputada federal recém‑eleita Ana Elisa, do Partido dos Trabalhadores (PT), contra ameaças de morte e estupro que intensificaram-se nas redes sociais.

A medida foi tomada logo após o primeiro turno das eleições gerais, realizado no último domingo (4/10). Ana Elisa, de 21 anos, relatou que já sofria ameaças antes da divulgação de notícias falsas e que a sua conta no Twitter foi desativada devido a mensagens de morte a cada dois minutos.

O MDHC pediu à Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais que realize uma análise de risco em conjunto com o Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, e órgãos de inteligência policial.

Até o momento, o Ministério não detalhou as medidas a serem adotadas, mas afirmou que a equipe de segurança será acionada para acompanhar e avaliar o caso. A reportagem não conseguiu obter informações adicionais da Secretaria de Desenvolvimento Social nem do Ministério Público de Minas Gerais.

Ana Elisa, que nasceu em Divinópolis, foi eleita com mais de 524 mil votos, tornando‑se a segunda deputada federal mais votada de Minas Gerais, a mulher mais votada da história do estado para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.