A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa (PT), de 21 anos, informou à Polícia Civil que recebeu mensagens contendo ofensas racistas, machistas e ameaças de estupro durante a campanha eleitoral. Ela afirmou que o autor das ameaças se identificou como integrante de um grupo de direita e supremacista branco, citando o Ku Klux Klan, e descreveu o plano de violência sexual contra ela.
Em razão das intimidações, o Partido dos Trabalhadores contratou segurança armada para garantir a proteção da parlamentar. Ana Elisa declarou que, ao chegar a Minas Gerais, já contará com escolta policial, reforçando a necessidade de medidas de segurança para mulheres em cargos de poder.
A deputada recebeu 524.219 votos nas eleições de 2026, o que a tornou a segunda mais votada em Minas Gerais para a Câmara dos Deputados, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL), e a mulher mais votada da história do estado para o cargo. Ela também se destacou como a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.
Organizações da sociedade civil entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento que reúne relatos de violência política de gênero nas eleições de 2026, apontando um aumento de 11 vezes em relação a 2022. Os dados do TSE confirmam a escalada de agressões verbais, exposição de dados pessoais e ameaças de morte ou estupro contra candidatas mulheres.
