O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos considerou o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL‑RJ) um imigrante ilegal e confirmou que ele responde a um processo de deportação. O órgão informou que Ramagem entrou legalmente no país em 11 de setembro de 2025 com autorização para permanecer por seis meses, prazo que expirou em março de 2026, mas que ele permaneceu nos EUA sem regularizar a situação migratória.
Segundo o DHS, a solicitação de asilo político feita por Ramagem não garante nenhum tipo de status legal, e estrangeiros em situação irregular podem ser detidos ou deportados. Ramagem foi preso em Orlando, Flórida, em 13 de abril de 2026 por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e libertado dois dias depois enquanto aguarda o andamento do processo migratório.
O caso gerou controvérsia entre aliados políticos no Brasil. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, atribuiu à atuação do secretário de Estado americano Marco Rubio a rapidez na libertação de Ramagem, enquanto o Departamento de Estado dos EUA acusou a Polícia Federal brasileira de tentar manipular o sistema migratório americano para obter a prisão do ex-deputado. Em resposta, o governo brasileiro suspendeu a autorização de um agente de imigração americano que trabalhava em Brasília, que deixou o país em 22 de abril de 2026.
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e fugiu do Brasil em setembro de 2025, apesar de ordem judicial que o impedia de sair do país. O pedido de extradição feito pelo Brasil em 30 de dezembro de 2025 ainda está em tramitação e não há decisão definitiva sobre a sua retirada dos EUA.
