A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou nesta segunda‑feira (19/10/2026) que a demanda por combustíveis líquidos no Brasil deve avançar 2,5% em 2027, atingindo 155,8 bilhões de litros, acima dos 152 bilhões projetados para 2026. O etanol hidratado terá o maior crescimento proporcional, com aumento de 5,86%, passando de 23,9 bilhões para 25,3 bilhões de litros. O consumo de óleo diesel deve subir de 72,4 bilhões para 74,2 bilhões de litros, enquanto a gasolina C avançará de 48 bilhões para 48,5 bilhões de litros. No segmento de aviação, o consumo de querosene de aviação (QAV) está estimado em 7,8 bilhões de litros em 2027, superando a marca histórica de 7,5 bilhões de litros registrada em 2014.

A EPE atribui o impulso ao etanol à expectativa de uma safra de cana‑de‑açúcar maior em 2026/2027 e ao aumento da produção de etanol de milho, além de preços competitivos em relação à gasolina. No setor aéreo, a projeção considera a expansão da aviação comercial, com mais passageiros e voos domésticos e internacionais, bem como a entrada de aeronaves mais eficientes.

As estimativas foram elaboradas em um cenário de continuidade dos conflitos no Oriente Médio e restrições à capacidade global de refino, que mantêm os preços internacionais do petróleo elevados. Apesar dessas pressões externas, a EPE entende que a demanda doméstica permanecerá estável no curto prazo, sustentada pela atividade econômica, mercado de trabalho e renda disponível no país.