No domingo (18/10), o primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Nantes Bolsonaro (PL) foi transmitido pela Band e recebeu críticas de colunistas do Estadão, que o caracterizaram como um “circo dos horrores”. Os analistas apontaram falta de propostas concretas e comportamento inadequado da plateia, além de trocas de acusações entre os candidatos.

Segundo o coordenador de Política do Estadão em Brasília, Francisco Leali, o debate mostrou o pior de cada candidato, com “burburinho” que impediu a apresentação de propostas de governo. A colunista Roseann Kennedy destacou que Flávio Bolsonaro utilizou táticas provocativas inspiradas em Donald Trump, o que pode gerar repulsa entre eleitores, enquanto Eliane Cantanhêde questionou se o estilo arrogante do senador fluminense seria bem‑recebido.

Fabiano Lana, Diogo Schelp e Ricardo Corrêa concordaram que Flávio Bolsonaro se sobressaiu em termos de presença de palco, embora tenham criticado a ênfase na “lacração” em detrimento de discussões de políticas públicas. Corrêa ainda ressaltou que Lula desafiou Flávio a abrir suas contas bancárias e o sigilo telefônico, proposta que o senador recusou alegando risco de acusações de recursos ilícitos.

Os colunistas concluíram que, independentemente do resultado eleitoral, o debate pode aprofundar a fratura política no país, exigindo maior conciliação nos próximos confrontos eleitorais.