Segundo o G1, o tradicional debate dos candidatos à Presidência da República, programado para a noite de 1º de outubro pela TV Globo, foi cancelado após decisões judiciais que impuseram liminares e a desistência dos principais candidatos. A medida gerou ampla cobertura na imprensa estrangeira.

Jornais e agências dos Estados Unidos, Europa e do Irã destacaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, que lideram as pesquisas, optaram por não participar. O *Washington Post* informou que "principais candidatos à presidência do Brasil evitam debate na TV antes da eleição de domingo", enquanto a Reuters ressaltou que a ausência dos candidatos "priva os eleitores de um embate sobre políticas públicas poucos dias antes do primeiro turno".

A emissora árabe Al Jazeera apontou que ambos "recusaram a oportunidade de um debate final" e ainda mencionou uma suposta ameaça de bomba no Supremo Tribunal Federal. O jornal espanhol El Mundo descreveu o momento como "caos" e vinculou o cancelamento a uma "tarde frenética" de determinações judiciais. Agências da Itália (Ansa) e dos Estados Unidos (ABC News) também noticiaram que se trata da primeira vez em duas décadas em que os principais candidatos rejeitam o confronto público.

Até o momento, não há declarações oficiais de Lula ou Flávio Bolsonaro explicando a decisão. O G1 indica que o cancelamento foi consequência direta das liminares judiciais e da retirada dos candidatos, mas não detalha quais foram os argumentos apresentados pelos próprios políticos. O próximo passo será a realização de novos encontros eleitorais, ainda que ainda não esteja definido se haverá outra data para o debate.