Uma avaliação qualitativa encomendada pela campanha do Partido dos Trabalhadores indica que o debate televisivo realizado neste domingo (18/10/2026) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não foi suficiente para mudar a intenção de voto dos eleitores ainda indecisos. O levantamento, realizado presencialmente com eleitores que apoiaram Lula em 2022 mas que não escolheram um candidato no primeiro turno de 2026, mostrou que a maioria dos participantes permaneceu em dúvida mesmo após o confronto.

Nos cinco grupos focais analisados, Lula recebeu avaliações mais positivas, sendo descrito como demonstrando maior postura presidencial e domínio dos assuntos debatidos. Flávio, por sua vez, foi caracterizado como "despreparado", "agressivo" e "infantil", além de ter sido rotulado como "pirracento" pelos participantes.

Apesar das impressões favoráveis ao desempenho de Lula, o relatório aponta que essas percepções não se traduziram em mudança de posição em favor do petista. Os eleitores ainda não definiram seu voto, mantendo-se indecisos sobre a escolha para o segundo turno que ocorrerá em 25/10/2026.

O estudo também revelou que o terceiro bloco do debate, que abordou propostas concretas, foi considerado o mais produtivo pelos participantes, enquanto a predominância de ataques gerou desconforto e despertou preferência por um debate mais propositivo. Os eleitores ressaltaram a importância de entender como as propostas dos candidatos podem melhorar suas vidas, destacando temas como custo de vida, SUS, fim da escala 6 × 1 e oposição às privatizações.

A pesquisa, divulgada pelo Poder360 em 19/10/2026, serve como indicativo de que, até o momento, o debate não foi decisivo para converter o eleitorado indeciso em votos efetivos para nenhum dos candidatos.