Na reta final da campanha presidencial de 2026, o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) voltou ao debate nacional, conforme reportagem do Congresso em Foco publicada em 20 de outubro de 2026. O programa, criado pela Lei nº 14.148/21 durante a pandemia de Covid‑19, concedia redução a zero das alíquotas de PIS/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ para empresas do segmento de eventos, visando a recuperação econômica de um setor gravemente atingido pelas restrições sanitárias.
Embora o benefício fiscal tenha sido encerrado em abril de 2025, após a Receita Federal declarar que o limite de renúncia fiscal de R$ 15 bilhões havia sido atingido, o Perse volta a ser mencionado como referência para discutir políticas permanentes de apoio ao setor. A matéria ressalta que eventos como shows, festivais, competições esportivas, congressos e feiras movimentam uma cadeia extensa de atividades, beneficiando hotéis, restaurantes, transportes, fornecedores, profissionais de segurança, técnicos de som e iluminação, além de gerar impacto positivo no turismo e na ocupação urbana.
Em Brasília, o debate destacou a Arena BSB como exemplo de gestão de arenas multiuso, que busca ampliar a utilização de grandes equipamentos esportivos para eventos culturais, corporativos e de entretenimento ao longo do ano. A proposta de diversificação, segundo a reportagem, pode atrair produtores, estimular a contratação de fornecedores e gerar novas fontes de receita, reforçando a importância econômica do setor de eventos para a capital federal.
O retorno do Perse ao debate eleitoral evidencia a necessidade de políticas que incentivem a modernização e o investimento contínuo no segmento, equilibrando estímulos econômicos com transparência e responsabilidade fiscal. A discussão se insere no contexto mais amplo de conciliar apoio ao desenvolvimento econômico com a gestão das contas públicas.
